Pode sorrir... afinal de contas, o show está acabando e fomos um sucesso... logo mais, as cortinas fecharão... e restará apenas o mútuo “obrigada(o) pelas lembranças”...
Nesta peça, atuamos e protagonizamos diversas cenas... utilizamos os mesmos cenários... repetimos muitos figurinos... e sempre tivemos por perto os mesmos figurantes!
Folheando o roteiro, constato que as últimas falas estão muito mais próximas que eu imaginava... Então, eis que surge um frio na barriga. Apesar de todos os sentimentos inominados que, agora, sinto, percebo que o alívio de saber que estas são as sessões finais acompanha o receio de estas serem, de fato, as últimas vezes - na vida - que estou lhe vendo... Não que eu pretenda uma “nova temporada”... ou que esta temporada se estenda... Afinal, em mim, existe o bom senso em saber que há tempos o fim foi para todos... mas a concretização da ‘perda de alguém’, por mais ‘perdido’ que este já que esteja, é triste...
Agora, no backstage, depois da última maquiagem, respiro fundo... preparo-me para a cena de encerramento do espetáculo... cena esta que não conterá mais história... não haverá mais a designação de um final “feliz” ou “triste”, simplesmente A-CA-BOU!
Pois bem... nem acredito... as cortinas se abrem... e, ao som de uma salva de palmas, curvo-me e vejo que a platéia está de pé ...
Nesta peça, atuamos e protagonizamos diversas cenas... utilizamos os mesmos cenários... repetimos muitos figurinos... e sempre tivemos por perto os mesmos figurantes!
Folheando o roteiro, constato que as últimas falas estão muito mais próximas que eu imaginava... Então, eis que surge um frio na barriga. Apesar de todos os sentimentos inominados que, agora, sinto, percebo que o alívio de saber que estas são as sessões finais acompanha o receio de estas serem, de fato, as últimas vezes - na vida - que estou lhe vendo... Não que eu pretenda uma “nova temporada”... ou que esta temporada se estenda... Afinal, em mim, existe o bom senso em saber que há tempos o fim foi para todos... mas a concretização da ‘perda de alguém’, por mais ‘perdido’ que este já que esteja, é triste...
Agora, no backstage, depois da última maquiagem, respiro fundo... preparo-me para a cena de encerramento do espetáculo... cena esta que não conterá mais história... não haverá mais a designação de um final “feliz” ou “triste”, simplesmente A-CA-BOU!
Pois bem... nem acredito... as cortinas se abrem... e, ao som de uma salva de palmas, curvo-me e vejo que a platéia está de pé ...
Respeitável público... foi uma honra!!!
