quinta-feira, 19 de junho de 2008

70. Algumas horas...

Essas são as horas que separam dois mundos... duas realidades...

Esse mundo é um tanto quanto efêmero... tornando-o muito injusto... e as lágrimas anunciam que, desta vez, pode ser verdade... as lembranças são muitas: meu primeiro macarrão, ajudá-la com a bengala, os assuntos que eu não podia ouvir e a bença de sempre !!!

E é assim, as pessoas partem sem direita a um adeus digno... é de ciência de todos que tudo sempre acaba... mas ‘acabar’ e aceitar esse fim não são tarefas fáceis... acho que eu poderia viver mais 105 anos que não adiantaria, eu nunca aceitaria um fim...

Assim sendo, impotente a sua vontade, peço-lhe uma coisa, Deus, dê todas as forças necessárias para abençoar a vida da minha mãe... e que, se for para partir, que minha vozinha tenha o melhor ingresso possível no Céu!

... caso o “fim terreno” seja inevitável, Vô, por gentileza, cuide da Vó...
Qnt a sua filha... não se preocupe... aqui na Terra, deixe essa tarefa comigo!

Vó... eu te amo!
Para mim, na plenitude do meu ser, a senhora sempre será eterna....