domingo, 8 de fevereiro de 2009

130. A GENTE VAI SE FALANDO...

Os homens, sendo completamente generalista, são todos iguais... ser solteiro é assim, vc conhece vários, mas poucos estão dispostos a conhecer as verdadeiras mulheres que existem dentro de nós...

Então, a cada “homem novo”, a cada fds, construímos trincheiras de papelão, polimos nossas armaduras de plástico, preparamos para a guerra em cima do salto alto, sendo tudo desbancado no primeiro suspiro seguido de um “nossa, como vc tá linda!”...

Desta forma, nós repensamos o nosso feminismo exacerbado e besta, a possibilidade e viabilidade de um relacionamento passam rapidamente em nossas mentes e confortam nossas almas errantes! Assim, descobre-se que talvez vc possa vir a depositar em um terceiro uma parcela de culpa pela sua felicidade... então, é aí que erramos... terceirização não dá certo, nem aqui e nem no ex-planeta Plutão... Pois se isso, no mundo jurídico, pode vir a gerar uma responsabilidade subjetiva, imagine no coração ... pobre de nós, pobres donzelas mortais...

Entregar-se e se permitir não são sinônimos de sofrimento, mas representa uma certa cautela... uma cautela necessária, precisa!!! Pois é muito fácil construir uma bela realidade que não ultrapassa os limites da nossa imaginação e perceber o distanciamento diário dos “sapos encantados” (pois não falarei de príncipes... Walt Disney que me perdoe!), surgindo, assim, uma máquina propulsora de desculpas esfarrapadas que não justificam nada, tampouco enganam alguém...

Assim sendo, da próxima vez que seu mundinho desabar com um “se cuida”, “a gente vai se falando”, “boa semana”, pense no número exato de habitantes viris que existem em nosso planeta... neste instante, relembre alguns dos tombos mais dolorosas que já teve, mas não esqueça as rasteiras que vc, por pura maldade ou por mera distração, deu em alguns homens ditos “bonzinhos”, “bobões” ou “aquele idiota que ta apaixonado por mim”...

Sendo bem honesta, hj, eu descobri que eu queria ser eu a Carla Bruni, uma máquina devoradora de homens, ou uma simples vaca/vadia... mas eu sou assim, já fui um exemplo de submissão, mesmo defendendo a vertente feminista extrema, mas, agora, a vida me tornou uma “SOLTEIRA NATA” que entende muito mais o problema dos outros aos próprios... E, assim, no ápice da juventude de uma mulher de 22 anos, finjo que acredito no amor, na boa-fé e que, alguém dia, eu venha a gostar de alguém que realmente mereça todas as minhas qualidades e meus excêntricos defeitos... afinal de contas, quem me quer dá um jeito e quem não quer dará sempre alguma desculpa!!!
Juliana G. Alves

Texto inspirado numa conversa de meninas, quando 3 Julianas resolveram ir ao Starbucks e discutir o Universo Masculino... não é nada pessoal a alguém... mas só segui o conselho da Filareto que disse que eu deveria escrever um livro sobre esse tema! rs...