domingo, 11 de janeiro de 2009

117. O dia que deixei o samba morrer

Sábado, 18h30...

Um telefonema e desistimos da fila do Traço de União...

Se eu tivesse feito isso há algum tempo atrás, minha vida hj poderia ser diferente... mas, ontem, em nome dos velhos tempos, eu desisti da fila! No entanto, tudo foi diferente... de fato, nem eu sou mais a mesma... depois de assistir tantas outras coisas morrerem, deixei até o samba morrer, meus pêsames !!!

Pois bem, quem diria, hein? Pegar o carro e ir para um lugar “x”... em meio a tantas pessoas “x²”, ter um fim de noite “x³”... Quem diria...

Então, as meninas começam a rir, enfim, perdidos acontecem... e Ela vai, com o sorriso de sempre encantar uma incógnita!!!

Sendo sincera, o teor alcoólico ajudou no quesito: “criatividade”... e responder algo do tipo: “o saci veio aqui e disse que a cuca vai me pegar, tenho que ir antes que o disco voador me alcance” é mais condizente que dizer aquilo que sua mente lhe informa...

E foi assim, antes de conseguir pronunciar a palavra “de.sas.tre”, o mundo desabou de vez... E a vida bandida me abraçou com carinho e disse: “minha filha, fique aqui... farei vc esquecer aquilo que vc não quer mais lembrar”... e, sem saber como agir, sem ter forças para reagir, aceitei (e aceito) esta minha condição...

E foi assim, agora, espero que o mundo conforte este meu pobre e calejado coração que pulsa por mera inércia...